terça-feira, 25 de setembro de 2012

POESIA NACIONALISTA: VINGANÇA DE HÉCATE


Eu sou a besta que a tua injustiça criou, eu sou a besta que foi presa e impedida de viver, eu sou a besta que foi impedida de amar, eu sou a besta que não devias subestimar e afrontar, mas assim o fizeste e agora pressentes que a tua hora vai chegar, onde eu sou juíza e tu culpado e o tribunal é nada menos que meu lar que só os Deuses conseguem localizar...

Fizeste da Pátria o teu bordel, fizeste deste povo teus escravos pessoais, da política fizeste um carrossel, sempre na impunidade foste caminhando, pedofilia, saque dos cofres do estado, escutas e videovigilâncias ilegais, a privacidade e intimidade de milhares de famílias foste sem escrúpulos devassando, tudo o que era desonroso e corrupto foste nesta Nação cultivando, mas tudo isso vais pagar, e de nada te vai adiantar ao teu falso deus rezar...

Observa tudo a ruir, tudo o que aguenta o teu sistema de mentiras, trapaças e injustiças está a desmoronar e a fazer os Deuses sorrir, é o caos divino que é oferecido em troca do que lhes foi prometido, o teu sangue, os teus órgãos, o teu sofrer, a tua dor,  momentos únicos e longos de puro pavor e terror...

Se isto é xadrez eu sou rainha, e tu caro corrupto, não passas de um peão...

Quando do caos vier a ordem e novo rei mandar, não vai haver nenhum de vós que vou perdoar…

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